Segurança para WordPress

Aprenda a adicionar o certificado SSL no WordPress

Certificado SSL WordPress garante que suas informações, quando compartilhadas com sites diferentes na hora de fazer uma compra estejam seguras, por exemplo.
Escrito Por apiki em junho de 2016 /8 min de leitura
Conteúdo escrito por humano
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HTTPS deixou de ser diferencial. Virou linha de base. Em 2014, o Google sinalizou que sites com certificado SSL teriam vantagem nas buscas orgânicas. De lá para cá, o cenário se consolidou: navegador que encontra conexão sem criptografia avisa o usuário, e o aviso aparece antes do seu conteúdo.

Para quem opera um site crítico para o negócio, isso muda o cálculo. Não é selo. É infraestrutura. A corrida pela certificação SSL resolveu um problema real: dados em trânsito deixam de ser legíveis por quem estiver no meio do caminho.

Neste guia mostramos o que o certificado entrega (segurança, sinal de ranqueamento, confiança na conversão) e o passo a passo de implementação no WordPress, incluindo os pontos que costumam quebrar depois do go live.

certificado SSL WordPress 3

O que é HTTPS e SSL?

Todos os dias seus usuários compartilham informações com sites diferentes: uma compra, um cadastro, um login em área restrita. Para proteger esses dados, o navegador e o servidor estabelecem uma ligação segura.

HTTPS é HTTP sobre uma camada de criptografia, que protege a conexão entre o navegador do usuário e o seu servidor. O resultado prático: interceptar e ler o tráfego fica muito mais difícil.

Cada site apresenta um certificado SSL exclusivo como forma de identificação. Se o servidor estiver fingindo usar HTTPS, o navegador acusa certificado inválido e exibe o alerta para o visitante. Esse alerta existe justamente para dizer que a navegação ali pode não ser segura.

Duas funções, portanto, e vale separar as duas:

  • Autenticação: uma autoridade certificadora valida a propriedade do domínio antes de emitir o certificado. Seu site passa a ser legitimado como representação da sua marca.

  • Criptografia: os dados em tráfego ficam protegidos contra interceptação e leitura por terceiros. Nome, endereço, senha ou dados de cartão saem do dispositivo do visitante e chegam ao servidor sem exposição no caminho.

certificado SSL WordPress 2

SSL: representado pelo cadeado e pelo https no início do endereço, mostra que a conexão com o site é criptografada.

O que o SSL muda além da segurança

Segurança é o mecanismo. O efeito de negócio aparece em três frentes.

Sinal de ranqueamento

O Google tratou segurança na web como prioridade e colocou o HTTPS entre os fatores de ranqueamento ainda em 2014, no blog Webmaster Central. Na publicação, o peso declarado era pequeno. O que mudou desde então foi o contexto: HTTPS virou expectativa padrão, e o custo de não ter cresceu mais do que o ganho de ter.

Duas recomendações do próprio Google seguem valendo na hora da migração: não bloqueie o site da indexação pelo robots.txt e evite a tag noindex onde a página deve ser indexada. Migração para HTTPS com robots.txt herdado de staging é um clássico, e o prejuízo é orgânico.

Conversão e abandono de carrinho

Sinal visual de segurança na barra de endereço pesa na decisão de quem está com o cartão na mão. Uma pesquisa do IBOPE e-commerce apontou taxa de abandono de carrinho em lojas virtuais chegando a 83%. Fricção de confiança é uma das variáveis nesse número.

Há também um bloqueio operacional direto. Em 2015, o PayPal divulgou no site brasileiro que mais de 80% dos usuários pagam compras online com cartão de crédito. E as operadoras exigem conexão segura para garantir a integridade das transações: sem certificado, você simplesmente não oferece esse meio de pagamento. Para e-commerce, SSL não é recomendação. É pré-requisito.

Marca e vantagem competitiva

O consumidor que compra online já reconhece os sinais: HTTPS na barra, cadeado, selo de segurança. A ausência deles é lida como descuido, e o julgamento acontece antes de qualquer argumento de venda. Em vertical regulada ou com captação de dados sensíveis (Educação, Saúde, Fintech), o certificado é parte do compliance de fachada mínimo, não um bônus de marketing.

Como implementá-lo no WordPress?

Implementar HTTPS no WordPress é um processo direto. Os passos a seguir ativam o HTTPS em todas as URLs do site.

1) Contrate um certificado SSL

O primeiro passo é contratar o certificado. Você pode usar um certificado gratuito, desde que seguro e confiável, ou optar por um pago com validação estendida e garantias contratuais.

Quanto custa? É caro?

Não. Inclusive é possível encontrar certificados gratuitos. Um certificado SSL varia entre R$0/ano e R$350/ano (em média), dependendo do tipo escolhido e da forma de pagamento (anual, bienal, trienal).

Onde posso comprar?

Comece pela empresa que hospeda o site. No geral elas oferecem esse serviço e, em alguns casos, entregam o projeto com o SSL já implementado. Se a hospedagem vende o certificado, confirme se ela também faz a instalação (normalmente sim). A instalação do certificado no servidor pode ser trabalhosa para quem faz pela primeira vez, então prefira essa opção.

2) Altere as configurações do WordPress

Com o certificado adquirido e devidamente instalado, siga para a configuração da aplicação.

Ative o HTTPS apenas no backend

No arquivo wp-config.php, adicione:

define('FORCE_SSL_ADMIN', true);

Em seguida acesse o painel administrativo por https (https://www.seusite.com.br/wp-admin). O backend deve carregar normalmente sob HTTPS.

Depois vá em Configurações > Geral e altere os dois endereços (Endereço do WordPress e Endereço do site) para as versões com https.

certificado SSL WordPress

3) Atualize seu .htaccess

Neste ponto todas as URLs já respondem em https, mas o http continua acessível. Para redirecionar o tráfego da versão insegura, inclua no topo do arquivo .htaccess (Apache):

# Force HTTPS
 RewriteEngine On
 RewriteCond %{HTTPS} off
 RewriteRule (.*) https://%{HTTP_HOST}%{REQUEST_URI} [R=301,L]

Se a stack roda Nginx, o .htaccess não é lido: o redirecionamento vai no server block, com um return 301 apontando para o esquema https. Confirme com quem administra o servidor antes de duplicar regra em camadas diferentes, porque redirect encadeado custa latência em toda requisição.

4) Elimine o conteúdo misto

Redirecionar não basta. Se um template, um plugin ou um post antigo ainda chama imagem, CSS ou JavaScript por http, o navegador bloqueia ou sinaliza conteúdo misto, e o cadeado some justamente na página que você acabou de migrar.

O que checar:

  • URLs absolutas gravadas no banco (conteúdo de posts, campos customizados, opções de tema e page builders).

  • Assets de terceiros carregados por http: fontes, players, scripts de tag manager, pixels.

  • Chamadas hardcoded no tema e em plugins customizados.

  • Console do navegador: erro de mixed content aponta o arquivo exato.

Substituição em massa no banco resolve a maior parte, desde que feita com serialização preservada e backup anterior. Rodar UPDATE direto em tabela com dado serializado quebra metadado.

5) Valide depois de publicar

Migração de protocolo é migração de URL. Trate como tal:

  • Confirme que cada URL http responde 301 (uma única vez) para a equivalente em https.

  • Revise as tags canonical para apontarem para a versão https.

  • Atualize o sitemap.xml e verifique se o robots.txt não bloqueia a indexação.

  • Adicione a propriedade https no Search Console e acompanhe cobertura e erros de rastreamento.

  • Ajuste as URLs em ferramentas de analytics, tag manager, CDN e integrações que apontem para o domínio.

  • Monitore a data de expiração do certificado e a renovação automática. Certificado vencido derruba a confiança do site inteiro em uma madrugada.

Pronto. Certificado implementado, tráfego forçado para HTTPS e rastreamento preservado.

Quando o problema deixa de ser o certificado

Em site pequeno, isso é tarefa de uma tarde. Em operação com múltiplos editores, subdomínios, ambientes de campanha e landing pages publicadas fora do fluxo principal, o certificado é o passo mais simples. O difícil é garantir que ninguém publique um asset em http seis meses depois, que a renovação não passe despercebida e que o redirecionamento não vire uma cadeia de três saltos somando latência ao TTFB.

Isso é rotina de manutenção, não projeto pontual. Medimos. Testamos. Validamos. Escalamos.

Se a sua equipe de marketing depende da fila da TI para resolver esse tipo de item, o gargalo não é técnico: é operacional. Fale com nosso time e peça uma avaliação gratuita de WP Care para mapear o estado da sua operação WordPress.

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  1. paulo josé c pires
    Ola que tal mais matérias sobre woocomerce, e problemas comuns no wordpress por temas,atualizações
    1. João Paulo de Oliveira
      Obrigado Paulo pela dica, esses são assuntos bem relevantes que em breve colocaremos em pauta. ;)
  2. William Reis
    como eu faço pra meu cadeado ficar verde no navegador ? segui o tutorial, mas continua vermelho
  3. Gi Veríssimo
    erro: Synchronous XMLHttpRequest on the main thread is deprecated because of its detrimental effects to the end user's experience. For more help, check https://xhr.spec.whatwg.org/. não consigo tirar isso... alguém pode me ajudar? Obrigada!
  4. Gi Veríssimo
    Erro que aparece no console do chrome ao inspecionar: erro: Synchronous XMLHttpRequest on the main thread is deprecated because of its detrimental effects to the end user's experience. For more help, check https://xhr.spec.whatwg.org/. não consigo tirar isso... alguém pode me ajudar? Obrigada!

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