Este artigo trata de criar o melhor site em WordPress, não apenas de desenvolver. Desenvolvimento é uma parte do processo, a mais crítica em engenharia, mas é uma parte. O resto é objetivo, operação, medição e manutenção. É aí que a maioria dos projetos trava.
Criar o melhor site do mundo é impossível

Como é? Não existe o melhor site do mundo?
Antes das dicas, vamos deixar uma coisa clara: o melhor site do mundo não existe. Existe o melhor site para o seu mundo.
Qual é o seu negócio? Qual é o seu público? Qual é a jornada que ele percorre até converter? Essa é a fronteira que interessa. A web é um conjunto de mundos distintos: e-commerce, portal de conteúdo, site institucional, hotsite de campanha, área logada, blog corporativo. Um portal educacional com dezenas de editores publicando por dia não tem nada a ver com um hotsite de lançamento que vive quatro semanas. As exigências de arquitetura, cache, permissionamento e SLA são outras.
Dizer que existe uma plataforma melhor no absoluto é imposição de ponto de vista. Na prática, a melhor plataforma é a que o seu time domina e a que sustenta o seu volume de publicação sem virar chamado para a TI. O WordPress lidera entre os CMSs justamente por resolver os dois lados: liberdade para quem desenvolve, autonomia para quem publica. Isso não desmerece as demais, é uma escolha de operação.
Com o terreno delimitado, vão as dicas.
1. Tenha objetivos e meça contra eles

Faça de tudo por seus objetivos.
Não adianta correr se a direção for incerta. Objetivo sem métrica é opinião.
Defina onde quer chegar, por qual caminho e com qual indicador de controle: taxa de conversão de landing page, tempo até a publicação, número de chamados abertos por mês, TTFB, LCP. Todo site em WordPress tem integração fácil com o Google Analytics, e esse costuma ser o primeiro passo para sair do achismo. Registre o baseline antes de qualquer mudança. Sem baseline, você não consegue provar ganho nenhum depois.
Uma observação de campo: a estrada é sinuosa. Ciclo de medição curto vale mais que plano anual bonito.
2. Defina as funcionalidades a partir do tipo de site

A função facilita o alcance do objetivo.
Todo site tem serventia. O que ele faz por você e pelo usuário está amarrado ao objetivo de negócio e ao tipo de operação.
Funcionalidade é o que separa um site de um folheto: preenchimento automático de endereço por CEP, fluxo de captação integrado ao CRM, busca facetada em catálogo de cursos, checkout em WooCommerce, automação de atendimento. Cada mundo pede o seu conjunto. Portal de conteúdo pede workflow editorial e cache agressivo. Área de matrículas pede integração e resiliência em pico. Hotsite pede velocidade de publicação.
Antes de escolher o plugin, defina o requisito. Não é plugin, é arquitetura.
3. A inovação deve vir em doses

Uma coisa de cada vez, é assim que você surpreende sempre.
Divida as ações em curto, médio e longo prazo. Comece pelo necessário, depois o possível.
O ponto técnico por trás disso é simples: entregas pequenas e frequentes, validadas em staging, quebram menos que o pacotão trimestral. E o código precisa nascer preparado para receber a próxima camada, senão cada melhoria vira refação. Site que só aceita mudança grande é site que não aceita mudança.
Comece pelo necessário, mapeie o possível como meta do próximo ciclo, e o universo de oportunidades do WordPress se abre em ritmo sustentável.
4. Procure por um suporte confiável

Um suporte que não te tira do perigo não serve.
O ideal seria que todo suporte fosse confiável, afinal ele é acionado quando o cliente mais precisa.
Existem empresas e profissionais focados em WordPress no mundo inteiro, e essa é uma das vantagens do código aberto: se não funcionar com um fornecedor, existem outros. Mas troca de fornecedor custa tempo, e tempo de fila é campanha atrasada.
Um conselho: fuja do suporte “Mestre dos Magos”, aquele que fala em código com você, nunca está na jornada e some quando você mais precisa. O que separa um suporte útil de um formulário de chamado é o básico contratual e operacional: SLA de resposta definido, canal direto com quem coloca a mão no código, ambiente de homologação, registro do que foi feito. Visibilidade é parte do serviço.
Cada dia com o site fora do ar, ou com a landing page travada na fila, é receita que não entra. Por isso pesquise, contrate com critério e mantenha uma boa relação com quem sustenta a operação.
5. Foque na usabilidade e nos Core Web Vitals

Se não te serve, descarte, pois não serve para seu cliente também.
Tudo evolui para o melhor uso do ser humano: casas, carros, ferramentas, ambiente de trabalho. Com sites não é diferente. A propósito, você está lendo isto no mobile ou no desktop?
Site responsivo é o piso, não o teto. Usabilidade hoje se mede: LCP para percepção de carregamento, INP para resposta à interação, CLS para estabilidade visual. Um menu bonito que empurra o conteúdo meio segundo depois é um menu que custa conversão.
Do lado da engenharia, o que move esses números é conhecido: TTFB controlado, camada de cache bem definida (objeto, página e edge), JavaScript de terceiros sob rédea curta, fontes e imagens com prioridade correta. Não é estética. É engenharia.
6. Cuidado com a imagem

Imagem não é tudo, mas é parte importante.
Imagem é critério de interação com o público e item de SEO técnico ao mesmo tempo.
Vale o pacote básico bem executado: atributo alt descritivo, hierarquia de títulos coerente, links internos entre conteúdos relacionados, marcação semântica. E vale o cuidado de performance: formatos modernos, compressão adequada, dimensões declaradas para não gerar CLS, lazy loading em tudo que está abaixo da dobra e carregamento prioritário para o elemento que forma o LCP.
Imagem não é tudo. Mas imagem mal servida derruba métrica de página inteira.
7. Nunca mais fique parado

Trabalhe e estude muito.
O mercado é dinâmico e ninguém segura posição parado. A última dica é não parar de melhorar o site, o negócio e a leitura de mercado:
Estude – Nunca foi tão fácil acessar informação e aprendizado. Use isso a favor do time.
Referência – Surgem especialistas e supostos especialistas todo dia. Filtrar fonte é parte do trabalho.
Referencie – Assim como você consome conteúdo, produza. É o caminho para consolidar autoridade no seu assunto.
Cuidados técnicos periódicos – Site é ativo de negócio e pede revisão programada: atualização de core, temas e plugins, versão de PHP suportada, saúde do banco (MySQL ou MariaDB), rotina de backup testada, monitoramento de uptime e revisão de vulnerabilidades. Sem revisão, o carro para na estrada.
Tudo outra vez – O processo é cíclico. Medimos. Testamos. Validamos. Escalamos. Depois recomeçamos.
O checklist mínimo de um bom site em WordPress
Independentemente do foco do projeto, alguns itens não são negociáveis. Use como lista de verificação antes de considerar um site pronto:
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Segurança: hardening, controle de permissões por perfil e rotina de resposta a incidente.
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SEO técnico: estrutura de URLs, canonical, sitemap, redirecionamentos 301 sem perda em qualquer migração.
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Código bem escrito: tema e customizações versionados, com padrão e revisão.
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Temas e plugins de boa procedência: manutenção ativa, compatibilidade com a versão do core e inventário do que está instalado.
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Manutenção e atualização periódica: janela definida, homologação antes de produção.
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Performance: Core Web Vitals monitorados em campo, não só em laboratório.
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Design responsivo: comportamento validado nos dispositivos que trazem o seu tráfego real.
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HTTPS: certificado válido e renovação automatizada.
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Hospedagem adequada: infraestrutura dimensionada para o pico, não para a média.
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Foco no conteúdo: fluxo editorial que permite publicar sem depender da fila de desenvolvimento.
Se algum item dessa lista depende de um chamado para a TI interna toda vez, o gargalo não é o site. É a operação em volta dele.
Quer um diagnóstico da sua operação WordPress, do checklist acima ao tempo de publicação do seu time? Fale com o nosso time sobre uma avaliação de WP Care. Comente aqui o que já está resolvido na sua casa e o que ainda trava.