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Segurança na migração WordPress: como garantir que nenhum dado seja perdido

A migração segura de um site WordPress exige planejamento, backup completo, ambiente de staging e validação pós-migração. Este guia apresenta os principais riscos, um checklist de segurança pré-migração, passo a passo com plugin e via manual, verificações obrigatórias após a transferência e critérios para decidir entre migração própria ou com especialistas.
Escrito Por Leandro Vieira em fevereiro de 2026 /12 min de leitura
Conteúdo escrito por humano

Migrar um site WordPress para outro servidor é uma operação que envolve riscos reais. Perda de arquivos, quebra de layout, links que param de funcionar e horas de site fora do ar são cenários que tiram o sono de qualquer gestor responsável por um projeto digital corporativo.

A boa notícia: com planejamento, ferramentas adequadas e um checklist de migração WordPress bem estruturado, é possível fazer uma transferência segura WordPress sem comprometer dados, SEO ou a experiência dos usuários.

Este guia reúne as etapas, verificações e decisões que garantem uma migração segura de site WordPress do início ao fim.

O que é migração de WordPress e por que a segurança importa

Migração de WordPress é o processo de mover todos os arquivos, banco de dados, configurações e conteúdos de um servidor (ou hospedagem) para outro. Isso inclui o core do WordPress, temas, plugins, uploads de mídia, tabelas do banco de dados e configurações de DNS.

A segurança na migração importa por três razões principais. Primeiro, qualquer falha no processo pode resultar em perda de dados irreversível se não houver backup. Segundo, o site pode ficar fora do ar durante a transição, impactando campanhas, tráfego orgânico e receita. Terceiro, erros de configuração pós-migração podem abrir vulnerabilidades de segurança que antes não existiam.

Para empresas de médio e grande porte, onde múltiplos editores publicam conteúdo diariamente e campanhas dependem do site no ar, o impacto de uma migração mal planejada é amplificado. Não se trata apenas de mover arquivos. Trata-se de garantir continuidade operacional.

Principais riscos de uma migração mal feita

Antes de iniciar qualquer processo de transferência, é fundamental conhecer o que pode dar errado. Uma migração WordPress que quebrou o site geralmente tem origem em um desses problemas:

Perda de arquivos de mídia. Imagens, PDFs e outros uploads que não foram incluídos no pacote de migração. Segundo a Apiki, esse problema costuma aparecer após a propagação completa do DNS, quando o servidor antigo para de responder e os arquivos ausentes no novo servidor ficam evidentes.

Erro de conexão com o banco de dados. O arquivo wp-config.php precisa ser atualizado com as credenciais do novo servidor. Nome do banco, usuário, senha e host mudam de um ambiente para outro.

Erro 404 em todas as páginas internas. Geralmente causado pela ausência do arquivo .htaccess ou pela falta de suporte ao mod_rewrite no novo servidor. Sem esse arquivo, as URLs amigáveis do WordPress deixam de funcionar.

Tela branca (White Screen of Death). Pode ser causada por incompatibilidade de versão do PHP, plugins que não funcionam no novo ambiente ou erros fatais na execução do código.

Dados serializados corrompidos. O banco de dados WordPress armazena informações em formato serializado (serialized data). Um simples “buscar e substituir” com ferramentas incorretas pode corromper esses dados e quebrar configurações de widgets, menus e opções de tema.

Downtime prolongado durante migração WordPress. Sem planejamento de DNS e ambiente de staging, o site pode ficar indisponível por horas ou até dias durante a propagação.

Checklist completo de segurança pré-migração

Um checklist de migração WordPress bem definido é a diferença entre uma transição tranquila e um desastre. As etapas a seguir devem ser concluídas antes de tocar em qualquer arquivo do servidor de destino.

1. Backup WordPress completo antes da migração. Faça pelo menos dois backups independentes: um do banco de dados completo e outro de todos os arquivos (core, wp-content, .htaccess, robots.txt). Armazene esses backups em local separado do servidor atual. Segundo a documentação da Apiki, o backup deve incluir também entradas DNS, subdomínios e contas de e-mail.

2. Inventário de plugins e temas. Liste todos os plugins ativos, suas versões e compatibilidade com a versão do PHP do novo servidor. Remova plugins inativos e temas não utilizados (exceto o tema padrão do WordPress). Verifique se o novo ambiente tem alguma política de restrição a determinados plugins.

3. Documentação do ambiente atual. Registre a versão do PHP, MySQL/MariaDB, servidor web (Apache ou NGINX), módulos habilitados e limites de upload. Essas informações serão necessárias para garantir compatibilidade no destino.

4. Configuração do staging environment WordPress. O ambiente de staging é uma cópia do site em um endereço temporário no novo servidor. Ele permite testar toda a migração antes de apontar o DNS definitivo. Essa etapa elimina a maior parte dos riscos de downtime.

5. Redução do TTL do DNS. Pelo menos 48 horas antes da migração, reduza o TTL (Time to Live) das entradas DNS para o menor valor possível (300 segundos, por exemplo). Isso acelera a propagação DNS após a mudança de servidor e reduz o período em que parte dos visitantes ainda acessa o servidor antigo.

6. Comunicação com stakeholders. Informe as equipes de marketing, conteúdo e TI sobre a janela de migração. Evite agendar publicações, disparos de e-mail marketing ou lançamento de campanhas nesse período.

Passo a passo: como migrar WordPress com segurança

Existem duas abordagens principais para mover WordPress com segurança: via plugin ou de forma manual. A escolha depende do tamanho do site, da complexidade do ambiente e do nível de controle necessário.

Migração com plugin (Duplicator, All-in-One WP Migration)

Para sites de pequeno e médio porte, plugins de migração oferecem uma interface visual que simplifica o processo.

O plugin Duplicator WordPress, por exemplo, empacota todos os arquivos e o banco de dados em um arquivo compactado, junto com um instalador. No servidor de destino, basta fazer upload do pacote e executar o instalador, que cuida da importação e do search and replace no banco de dados WordPress automaticamente.

O All-in-One WP Migration funciona de forma semelhante, com a vantagem de lidar bem com limites de upload do servidor. Ambos tratam a serialized data corretamente, evitando corrupção de dados.

Pontos de atenção ao usar plugins de migração: verifique os limites de tamanho de arquivo do novo servidor. Sites com bancos de dados muito grandes (acima de 1 GB) podem exigir a versão paga do plugin ou uma abordagem manual. Além disso, confirme que a versão do PHP no destino é compatível com o plugin.

Migração manual (WP-CLI, phpMyAdmin, rsync)

Para sites corporativos de grande porte, com bancos de dados extensos, múltiplos subdomínios ou configurações personalizadas de servidor, a migração manual oferece controle total.

O processo envolve as seguintes etapas:

Exportar o banco de dados via phpMyAdmin ou linha de comando (mysqldump). Transferir os arquivos via rsync, SCP ou FTP para o novo servidor. Criar o banco de dados no destino e importar o dump. Atualizar o wp-config.php com as novas credenciais de banco. Executar o search and replace no banco de dados WordPress para atualizar URLs antigas para as novas. A ferramenta WP-CLI (comando wp search-replace) é a opção mais segura para essa tarefa, pois respeita dados serializados.

Uma alternativa ao WP-CLI para o search and replace é o script Search Replace DB, que também preserva a integridade de dados serializados.

O que verificar depois da migração

A migração não termina quando os arquivos estão no novo servidor. Testar o site após migração é tão importante quanto o processo de transferência em si. As verificações a seguir são obrigatórias.

Certificado SSL após migração. O SSL do servidor antigo não é transferido automaticamente. É necessário instalar e configurar um novo certificado no servidor de destino. Verifique se todas as páginas carregam em HTTPS e se não há erros de conteúdo misto (mixed content), onde parte dos recursos ainda é carregada via HTTP.

Redirecionamento 301 migração. Se houve qualquer mudança na estrutura de URLs, configure redirecionamentos 301 para preservar o SEO e evitar que visitantes e buscadores encontrem páginas com erro 404.

Search and replace no banco de dados. Confirme que todas as referências ao domínio antigo ou ao endereço temporário do staging foram substituídas. URLs antigas em posts, páginas, opções do tema e widgets podem causar links quebrados e erros de carregamento.

Verificação de integridade dos arquivos. Compare a quantidade de arquivos na pasta wp-content/uploads do servidor antigo com o novo. Confira se todos os plugins e temas estão presentes e funcionando.

Teste de funcionalidades. Navegue pelo site. Teste formulários de contato, áreas de login, páginas de checkout (se houver), menus, widgets e integrações com ferramentas externas (analytics, automação de marketing, CRM).

Propagação DNS após mudança de servidor. Use ferramentas como whatsmydns.net para verificar se o DNS já está propagado globalmente. A propagação pode levar até 48 horas, dependendo do TTL anterior.

Como evitar downtime durante a migração

O downtime durante migração WordPress é uma das maiores preocupações de empresas que dependem do site para geração de leads e vendas. Duas práticas reduzem esse risco de forma significativa.

Uso de staging environment. Ao configurar o site completo em um ambiente de staging no novo servidor, toda a migração é testada e validada antes da troca de DNS. Quando o DNS é apontado para o novo servidor, o site já está pronto e funcionando. O downtime, nesse cenário, se limita ao tempo de propagação DNS.

Redução do TTL antes da migração. Com o TTL reduzido para 300 segundos (5 minutos), a maioria dos provedores de internet atualiza o cache de DNS rapidamente. Isso significa que, após a troca, o novo servidor começa a receber tráfego em minutos, e não em horas.

Combinando essas duas práticas, o downtime perceptível para o visitante final é praticamente zero.

Migração por conta própria vs. contratar especialistas

Essa é uma decisão que depende de três fatores: complexidade do ambiente, criticidade do site e capacidade técnica interna.

Migração por conta própria é viável quando o site é simples (um domínio, sem multisite, poucos plugins), a equipe interna tem experiência com WordPress em nível de servidor e o risco de algumas horas de downtime é aceitável.

Contratar uma empresa especializada faz sentido quando o site é crítico para o negócio, tem banco de dados grande, múltiplas integrações, configurações de cache avançadas ou quando a equipe de marketing não pode se dar ao luxo de um dia de site fora do ar. Empresas especializadas em WordPress, como a Apiki, oferecem processos estruturados de migração que incluem staging, validação completa e suporte pós-migração.

Para gestores que vivem a pressão de manter o site no ar enquanto gerenciam campanhas e equipes de conteúdo, delegar a migração para especialistas é uma decisão de redução de risco operacional.

FAQ

Posso perder meus dados ao migrar o WordPress? Sim, se a migração for feita sem backup prévio e sem validação pós-migração. Arquivos de mídia, dados do banco e configurações podem ser perdidos por falha na transferência ou por incompatibilidade entre ambientes. Um backup completo antes da migração elimina esse risco.

Qual o melhor plugin para migrar WordPress com segurança? Duplicator e All-in-One WP Migration são os mais utilizados. Ambos lidam com dados serializados corretamente e oferecem interface visual para o processo. Para sites com banco de dados acima de 1 GB, considere a versão profissional ou a migração manual via WP-CLI.

Preciso refazer o SSL depois de migrar o WordPress? Sim. O certificado SSL está vinculado ao servidor, não ao domínio. Após a migração, é necessário instalar um novo certificado no servidor de destino e verificar se todas as páginas carregam corretamente em HTTPS.

Como migrar WordPress sem ficar fora do ar? Usando um ambiente de staging no novo servidor e reduzindo o TTL do DNS antes da troca. Com essas duas medidas, o site é testado e validado no destino antes de receber tráfego real, e a propagação DNS acontece em minutos.

Quanto custa uma migração profissional de WordPress? O custo varia conforme a complexidade do projeto. Fatores como tamanho do banco de dados, número de domínios, integrações ativas e necessidade de suporte pós-migração influenciam o valor. Empresas especializadas como a Apiki oferecem avaliação personalizada para cada cenário.

Qual a diferença entre migração manual e automática no WordPress? A migração automática (via plugin) empacota arquivos e banco de dados em um único processo, com interface visual. A migração manual envolve exportar o banco de dados, transferir arquivos via linha de comando e executar search and replace separadamente. A manual oferece mais controle e é indicada para ambientes complexos.

Leandro Vieira

Uma das grandes referências de WordPress no Brasil, entusiasta e evangelista da plataforma. Fundador e CEO da Apiki, empresa especializada no desenvolvimento web com WordPress.
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